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MONTIJO - PORTUGAL

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CIDADE - MONTIJO
 
PERCURSO DA BANDA DO CIDADÃO EM PORTUGAL
Este percurso foi, segundo a minha óptica, o que aconteceu :

Antes de 1978, ou seja , anteriormente ainda à legalização da Banda do Cidadão em Portugal, alguns dos canais da faixa dos 11 metros eram, segundo parecer da Direcção dos Serviços Radioeléctricos (DSR), licenciados para empresas diversas, camionagem, pescadores, taxistas, entidades públicas e privadas, serviços públicos, outras entidades e organismos diversos .
Cada serviço/utilizador tinha o seu canal “privado” e pagava por isso a respectiva licença de utilização, que era anual. Lembro-me que havia o canal dos táxis que era o 7, por exemplo .
A fiscalização era rigorosa e as multas já relevantes para aquela época.
Havia mesmo alguns veículos dos Serviços Radioeléctricos ( com equipamento de detecção) a circular caso houvessem denúncias ou intersecção de sinais “pirateados” .
Quem como eu, privou nessa época o gosto pelas comunicações sabe bem da “ginástica” necessária para se manter um rápido QSO e desligar ou trocar de canal, ou “posição” . Talvez aqui nascesse o conhecido “Jogo da Caça à Raposa” que muitas vezes foi levado à prática .
Os equipamentos nessa altura eram um “mimo” . Ou portáteis ( walkie talkies ) ou fixos (base) meio "rudimentares" . Eu tinha o célebre Lafayette Comstat 25 , com 25 canais , sendo 23 dos quais standart, ( da época de 1965)  que acabaria por o licenciar muito depois, já com a Banda do Cidadão legalizada .
A minha antena estava dissimulada (escondida) numa empena que suportava a chaminé do QTH .
Foram bons tempos estes do gato e do rato , sempre com a QRM-22 na escuta e a empreender algumas QSY para tentar detectar de onde provinham os rápidos QSO´s , que mesmo assim se levava a cabo na frequência .

1972 Já haviam a transmitir um razoável número de estações , eram os chamados “piratas” , que "fugiam" , de todas as formas possíveis à escuta permanente dos Serviços Radioeléctricos.

1974 Começam, muito timidamente, a aparecer já algumas estações pouco dissimuladas que transmitiam ocasionalmente da faixa dos 11 metros , pelo abrandamento da fiscalização dos Serviços Radioeléctricos .

1976 Começam a esboçar-se já alguns movimentos organizados em defesa da legalização dos 27 MHz , ganhando aqui alguma força alguns grupos de regiões específicas .

1978 Finalmente no dia 11 de Julho de 1978 é publicado no Diário da República a regulamentação que viria a legalizar a Banda do Cidadão em Portugal . Um marco histórico sem dúvida para a Banda do cidadão em Portugal .

1980 Começam a fazer-se notar um enorme aumento de estações de CB a transmitir , agora legalmente . Entra-se pelo AM e rapidamente se passa para SSB .

1981 Começam a “disparar” as Associações da Banda do Cidadão que organizadas conseguem reagrupar os utilizadores por região .

1982 Marca histórico da organização da Banda do Cidadão em Portugal vem a ser o I Congresso Nacional da Banda do Cidadão, realizado na Figueira da Foz em Maio de 1982 .

1983 A Banda do Cidadão era já uma realidade em Portugal e o número de estações aumentava consideravelmente. Começavam os contactos DX a tomar posição no espectro das comunicações via rádio , mas também o aparecimento dos Lineares tomava aqui um lugar de destaque, sempre no intuito de se ir mais e ainda mais longe .

1985 A Banda do Cidadão começa a ser olhada com mais respeitos fruto do movimento associativista em seu redor que alicerçavam , com seus associados, toda uma actividade ímpar de apoio , vigilância, emergência e informação, via rádio CB .

1989 É publicado um livro, aliás vários, com todas as estações de CB a operar legalmente em Portugal e o seu número eleva-se um pouco acima de 30 mil utentes .

1990  Na sequência do forte associativismo cebeísta e na necessidade de uma entidade representativa , no dia 5 de Maio, eram eleitos os Corpos Sociais da Federação do Sul e Ilhas da Banda do Cidadão ( FSIBC ) .

1989 Em 10 de Maio de 1989 aparece então a célebre Recomendação T/R 20-02 da CEPT com a ameaça que a partir do ano de 2000 seja proibido em Portugal a utilização do AM e SSB e que acabem os licenciamentos .

1989 Na sequência do anunciado "silenciamento" da Banda do Cidadão realizou-se em 19 de Novembro de 1989 , a 1ª. Reunião Nacional Cebeísta ( patrocinada pelo CCBB ) em que se debateu, pela primeira vez, em Portugal, profundamente, a Recomendação T/R 20-02 da CEPT ( Conferência Europeia das Administrações de Correios e Telecomunicações ) em Vila Chã ( Barreiro ) .

1996 | 1998 Começa a assistir-se a um declínio da CB , quer pelo desaparecimento da frequência das “velhas” raposas , quer pela extinção degressiva , por abandono, das associações, que até ali tinham sido um dos grandes suportes da divulgação e consequente utilização ordenada da Banda do Cidadão .

1999 Após haver já um maciço abandono por muitos cebeístas e por se dar por"esgotadas" todas as formas de luta contra a legislação que viria a ser publicada posteriormente, a CB nunca mais viria  a ser aquilo que foi.

2000 Já todos sabem o que aconteceu e ai está o DL 47/2000

2006 O prazo de validade das licenças de estação CB (serviço rádio pessoal - banda do cidadão), que funcionavam em AM ou FM e cujos equipamentos constituintes tenham sido homologados de acordo com a Recomendação T/R 20-02 da CEPT, ( Conferência Europeia das Administrações de Correios e Telecomunicações ) emitidas nos termos do Decreto-Lei n.º 153/89, de 10 de Maio, terminaram no dia 31 de Dezembro de 2006. Em conformidade, os referidos equipamentos não poderão ser utilizados a partir desta data.

2007 A partir de 1 de Janeiro de 2007 deixaram de ser emitidas licenças de CB, os formulários respectivos (para obtenção de licenças de estação CB e alterações às mesmas) foram nessa data desactivados e, como tal, retirados de circulação, quer em papel quer em formato electrónico. Pela mesma razão, idêntico procedimento foi seguido relativamente ao modelo de carta de circulação. 

Nunca constatei que a CB tivesse uma "morte" anunciada, se assim fosse eu e muitos outros não estariam ainda na frequência, mas considerei antes um abandono por parte de muitos que muito ainda tinham para dar à Banda do Cidadão e lhe viraram as costas, nos momentos mais difícies .
Apareceram também toda a espécie de atropelos na banda e ai as coisas só podiam piorar e assim tem sido , exceptuando alguns “dinossauros” que se mantêm ainda firmes na divulgação e intraxigente defesa daquilo que sempre acreditaram e continuam ainda a acreditar .