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Guia Prático :

Características dos Emissores-Receptores de CB
Potência de emissão
Tipos de modulação
Instrumentos de regulação
Os acessórios
Como instalar um rádio CB em móvel

Canais e Frequências
Biografia do Operador
Linguagem da CB - Termos

Esquemas :

Acoplador de antena
Micro com ganho
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Antena > Quadra cúbica
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A ESCOLHA
O único termo capaz de descrever a escolha disponível no mercado internacional é : enorme. As possibilidades em emissor, antenas e acessórios de todos os géneros multiplicaram-se de tal forma que o " iniciado " em CB encontra grandes dificuldades em tomar uma decisão eficaz e isenta de arrependimentos.
É claro que como em todos os domínios, há as grandes marcas, cujos nomes correram o mundo, e os aparelhos " baratos " que oferecem menores possibilidades: é pelo menos o que pensam os compradores potenciais. A realidade é por vezes outra, e vale mais, para fazer uma boa compra, examinar as caraterísticas importantes da estação de CB segundo a utilização que dela se quer fazer do que pensar logo no preço de venda.
Um bom conselho: ponham-vos as perguntas que se seguem. Respondam, pensando conscientemente o pró e o contra. Esta maneira de proceder permitir-vos-á visitar o vendedor com o problema analisado duma forma precisa. Então, comparem simplesmente os preços e façam a vossa escolha com conhecimento de causa.

FIXO OU MÓVEL
A resposta a esta pergunta depende do que desejarem fazer no domínio da Citizen's Band. Se têm a intenção de utilizar o vosso emissor unicamente no carro, um aparelho móvel será mais conveniente; além disso será menos dispendioso e de dimensões reduzidas. Este tipo de aparelho dá as mesmas vantagens técnicas que uma estação de base e permite a sua utilização no domicílio se se arranjar uma alimentação de 13,8 volts ( fonte transformadora ).
Uma estação base é mais volumosa, mais bem acabada e adaptar-se-á melhor à estética do vosso interior. Possui, além disso, alguns suplementos mais ou menos úteis, por exemplo, uma programação automática " avanço - paragem " ( top de gama ). A maior vantagem destas grandes estações é o facto de trazerem uma fonte incorporada, permitindo a ligação directa ao sector ( rede 220 v ).
Actualmente a maior parte dos aparelhos " permitidos " são do tipo móvel. Com o tempo, veremos aparecer bonitas estações de base a um preço razoável. É preciso notar que estas estações são dificilmente utilizáveis como móveis. Se não frequentemente equipadas com uma entrada de 13,8 volts, o seu tamanho e o seu peso são inconvenientes consideráveis.

QUANTOS CANAIS
Em cada país autorizando a posse e a utilização dum emissor-receptor 27 MHz, a legislação prevê ( salvo excepções ) um número limitado de canais. Assim se desejarem estar perfeitamente em ordem com a lei, esta pergunta ao número de canais é inútil.
Contudo certos países " toleram " ainda a utilização dum material não homologado que ainda se pode obter. Neste caso é bom saber que a menor queixa expõe a uma intervenção rápida da parte das autoridades. Contudo põe-se o problema crucial: o que escolher ? 20 canais ? 80 ou 120 canais ? O número é praticamente ilimitado a não ser o preço.
Em princípio, um número elevado de canais facilita a pesquisa duma frequência livre, com a condição de se ter cuidado e não " cair " sobre uma central de táxis, ou um serviço particular ! A primeira possibilidade é uma gama de 40 canais. estes emissores são frequentemente baratos e há muitos cebeístas que os têm. A segunda possibilidade é uma série de 80 canais ou mesmo 120 . Um número restrito de cebeístas é que a utiliza, tanto mais que pela sua largura de banda, a regulação da antena torna-se singularmente mais complicada. No caso dum " 120 canais ", algumas frequências não são utilizáveis porque cobrem os " 28 MHz ", reservado desde sempre aos rádio-amadores: estes não gostam (
aliás com razão ) da utilização ilícita dos seus comprimentps de onda, podendo dar origem a perseguições.
Com efeito, uma tão grande variedade de canais justifica-se com a finalidade de praticar o DX ( longa distância ), que consiste em contactar países estrangeirios por vezes distantes alguns milhares de quilómetros. Estas comunicações desenvolvem-se entre o canal 30 e o canal 70 em banda lateral única ( modo de emissão chamado SSB ).
Certos emissores estão equipados com um VFO ( Variable Frequency Oscillator ) permitindo não só emitir sobre canais determinados mas também escolher uma frequência particular ( por exemplo entre dois canais ). Este sistema é evidentemente proibido pela maior parte das legislações.

QUE POTÊNCIA
Ainda mais uma vez, as legislações dos diferentes países impuseram limites precisos, indo de 500 miliwatts a 5 watts ( input ). Cabe, pois, a cada um escolher entre as normas legais e a tolerância eventual.
A potência habitual dum emissor importado dos Estados Unidos ou do Japão é de 5 watts. Por vezes encontram-se potências de 10 watts e mais. Estas medidas não dão a potência real irradiada em torno da antena mas a do PA ( Power Amplifier ) do emissor: assinalo por outro lado, que uma escala estabelecida em watts é logarítmica, isto é, que um emissor de 500 miliwatts não tem o oitavo da potência dum emissor de 4 watts, mas muito mais. Analogamente, 100 watts, na prática, não é o dobro de 50 watts ( como muita gente pensa ! ). Com efeito, quanto mais se sobe na escala, sente-se cada vez menos diferença.
Vendem-se amplificadores no comércio ( ou no " mercado negro " ), mas utilizá-los em qualquer momento e duma forma qualquer , provoca grandes perturbações de que o cebeísta acabará por se arrepender. A CB perturba a recepção da televisão, é bom sabê-lo e ter isso em conta. Deve ser aconselhada uma potência razoável ( 4 watts ) mas lembro, contudo, que a lei francesa, por exemplo, não tolera mais de 2 watts.

QUAIS OS TIPOS DE MODULAÇÃO
Falando tecnicamente, há vários tipos de modulação, isto é, vários sistemas de emissão.
Têm com certeza junto de vós um transistor ordinário que dispõe de AM e FM ( modulação de amplitude e Modulação de Frequência ). Sabem que estes dois modos de emissão são diferentes, principalmente pela qualidade do som. Em CB o princípio é bastante semelhante. Poderá, seguindo as circunstâncias de momento, escolher entre várias técnicas.
A Modelação de Amplitude ( AM ) é o modo mais corrente. Ela equipa todos os emissores, do mais simples ao mais sofisticado ( salvo os aparelhos homologados dos países em que é autorizado unicamente a FM ). Os outros modos são a Frequência Modulada, a Banda Lateral Única SSB que por sua vez permite a Banda Lateral Superior ou seja USB e a Banda Lateral Inferior, ou seja LSB ) e a CW ( morse ).